domingo, 18 de agosto de 2013

Os Monstrinhos da Cortina

Escrevi esta história nas férias de julho, que passei na casa da minha avó, espero que gostem. Baseada em fatos reais rs rs rs:

Numa bela noite, eu estava me preparando para dormir. Foi quando minha avó chegou com uma cortina nova. Era linda, toda bordada e feita a mão. Eu fiquei maravilhada. Me deitei e fui dormir depois da vovó pendurá-la. No meio da noite, ouvi um barulho estranho vindo da janela. Levantei-me e fui (tremendo) ver o que era.
-- Agnes, venha aqui -- chamava a sombra.
Na hora, pensei que fosse vovó que tinha saído e esquecido a chave (de novo), mas quando abri a cortina, não vi ninguém.
-- Aqui -- disse, de novo, a misteriosa voz.

Ainda não conseguia entender o que estava acontecendo. Foi quando eu percebi: a segunda voz que falou, era diferente da primeira. Virei-me para os dois lados e ainda não via ninguém. As vozes estranhas continuavam a chamar. Depois, realizei um gesto que me deixou paralizada. Sabe qual foi? Eu me virei para a cortina. Nunca quis tanto saber que estava sonhando, pois, na cortina, os detalhes que antes eram inanimados, agora eram monstrinhos que falavam e interpretavam de verdade.

-- Vocês podem falar?!!! -- perguntei.
-- Sim -- respondeu um deles, que parecia ser o líder de todos.
-- Como vocês fazem isso, de se mexer e falar? -- indaguei.
-- É uma longa história... mas vamos lhe contar. Nossa cortina sempre foi mágica, pois há muito tempo atrás, mais ou menos em 5.000 a.c., uma bruxa deixou cair a poção da vida em nós. Desde então, nós acordamos toda noite e interagimos com uma criança. Quando volta a ser dia, voltamos a ser objetos inanimados, o que é muito chato para todos nós.
Todos os outros monstros concordaram.
-- Hoje, você, Agnes, foi a escolhida e se continuar com a nossa cortina para sempre, sempre será.
-- Legal! -- eu disse -- Mas como eu vou brincar com vocês, se estão presos aí?
-- Quem te disse que estamos presos?
Nesse momento, 38 monstrinhos (era o número de monstrinhos) pularam da cortina e chegaram no chão.
-- Meu Deus! -- eu disse, impressionada com o que os monstrinhos fizeram.

Brincamos mais do que eu brinquei em toda a minha vida. Cabra-cega, pique-pega etc. O problema foi na hora de brincar de esconde-esconde.
-- Assim não é justo! Vocês são menores e tem mais lugares para se esconder!... -- disse, indignada.
Foi então que aconteceu a coisa mais extraordinária daquela noite: todos os monstrinhos tinham crescido e ficado do meu tamanho. A partir desse momento, vou citá-los como monstros.
-- Está melhor assim? -- perguntou um deles.
-- Muito melhor! -- respondi. E começamos a brincar de novo.
Mas teve uma hora que eu parei a brincadeira e disse:
-- Só um segundinho: que horas vocês voltam para a cortina e ficam inanimados de novo?
-- Às seis horas da manhã, por quê?
Seis horas da manhã era a hora que a minha mãe vinha me acordar para ir à escola, mas ainda era uma hora da manhã. Eu tinha cinco horas para brincar com eles e deitar na cama. Era bastante tempo, mas eu estava cansada e pedi para deitar na cama e que eles me acordassem dali a 5 minutos. Eles concordaram. Como eles dormem o dia todo, não sentem sono à noite, mas compreendiam que eu sentisse. Eles esperaram 5 minutos e me acordaram.

Voltamos a brincar durante uma hora. Combinamos que quando fossem 2:00 da manhã, nós iríamos começar a sessão de histórias até as 3:00 da manhã (Como era o caso). Sugeri começarmos com uma história de terror, mas um dos monstros, chamado Medroso, não quis que começássemos por aquela versão de histórias e sim por histórias de amor e amizade, para que ele se acalmasse um pouco. Dito e feito: começamos com as histórias ao gosto dele. Depois de muitas, muitas,muitas histórias de temas diferentes, finalmente sugeriram de novo histórias de terror e o Medroso concordou.
Contamos muitas histórias de terror, até que o Medroso começou a chorar. E bem a tempo, quando ele começou a chorar, o relógio bateu baixinho 3 horas da manhã. Então, era hora de sair para a cozinha e comer toda a porcariaque a gente encontrasse. Nós saímos de lá com uma dor de barriga dos céus e bem no horário, às 4 da manhã. Era hora de descansar e falar de fatos engraçados que aconteceram na sua vida. Ficamos rindo a beça.

Eram 5 da manhã, hora de mexer no computador. Vimos os vídeos mais engraçados da nossa vida, quando eles começaram a sumir.
-- São seis horas -- disse o Mestre -- temos que ir.
Eu corri para a minha cama e os vi partir. Eles sumiram bem na hora. Minha avó vinha entrando para me acordar.
-- Vó? -- disse, com uma voz pidona.
-- Fala...
-- Podemos ficar com essa cortina para seeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeempre?
-- Tudo bem -- disse ela, rindo.
Desde então, eu nunca quis tanto que a noite chegasse.





Bjs,
Ana Carolina Pantoja

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